Família carente de Ruy Barbosa ganha casa a partir de vaquinha virtual

Postado em:16/10/2018

Por meio de uma vaquinha virtual, que contou com a contribuição dos seus seguidores nas redes sociais, o radialista e fotógrafo Noilton Pereira, 45 anos, arrecadou R$ 30 mil. O dinheiro teve o objetivo de construir e mobiliar a casa da primeira família contemplada pela sua ação solidária. E foi assim que, na segunda-feira (15), a dona de casa Maria Neide dos Santos, 47, e seus familiares receberam a nova moradia, que tem três quartos, duas salas, cozinha e banheiro, telhado resistente, piso, pintura e móveis. A iniciativa é parte do projeto “Sertão forte”, iniciado há cinco anos e consiste na captação de imagens sobre histórias de vida de pessoas que moram no sertão profundo do município baiano de Ruy Barbosa. Todo material fotografado é vendido e a renda, revertida em cestas básicas semanais para dez famílias carentes que ele “adotou”.

 

Dessas dez famílias, conta Noilton, três são mais carentes, moram em casebres de taipa ou, como é o caso da família de dona Neide, que vive “de favor” na casa da sogra, em condições igualmente precárias. Feliz da vida, ela, que é mãe de nove filhos – sendo que seis ainda moram com ela, junto com o marido – revela que parece estar vivendo um sonho. “Agora vou ter o meu próprio canto, os meninos terão seus quartos e vou poder botar do meu jeito. Daqui para sexta-feira a energia será instalada e devemos nos mudar no domingo. A felicidade é muito grande, nem tenho palavras. Agradeço a Deus e a Noilton por ter me ajudado”.

Por meio de uma vaquinha virtual, foram arrecadados R$ 30 mil para a construção da casa

 

“Poder ajudar e mudar a realidade dessas pessoas, que já considero como uma extensão da minha família, é uma das maiores alegrias e motivações da minha vida. As outras duas famílias também vão receber as suas casas e quem quiser ajudar pode contribuir por meio do Vakinha, até 30 de novembro. A minha expectativa é que no dia 1º de janeiro entregaremos a segunda casa. A partir daí iniciaremos a campanha virtual para arrecadar dinheiro para a construção da moradia para a terceira família”, explica.

 

O diferencial do seu projeto social, considera o fotógrafo, é que a proposta visa não só proporcionar qualidade de vida a essas pessoas, mas, sobretudo, criar oportunidades de trabalho para que elas possam, por exemplo, pagar a conta de luz da casa onde vão morar, sem precisar mexer no dinheiro do Bolsa Família. “Dentro da residência vai um freezer para que possam produzir polpas, geladinho ou picolé, a partir das frutas que têm acesso diretamente da natureza, sem qualquer custos”, destaca Noilton. Além do aparelho doméstico, a família recebe um criatório de aves, com ração e 30 pintos para começar o negócio de vendas de ovos e frangos. “O intuito não é só a doação de uma moradia, mas também promover a sustentabilidade e o conforto para que essas pessoas possam ter uma renda com seu trabalho”.


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Autor: Claudia Lessa

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